LOGO

Bauru - Sede
(14) 2106-0900
Grande ABC
(11) 4122-6100
Campo Grande
(67) 3368-6200
Itapetininga
(15) 3275-4082

Caixa de texto: HISTÓRICO

FUNDAÇÃO

	Desde sua fundação, a Funcraf persegue seus objetivos com legitimidade, determinação e responsabilidade social, desenvolvendo programas na área da saúde, educação e capacitação profissional voltados para a população carente, em especial para Portadores de Direitos Especiais - os "PODE", como bem definiu Frei Betto em artigo publicado no Jornal Folha de S. Paulo.
	A criação da Funcraf está intrinsecamente relacionada à uma certeza de seu fundador: mais do que desejar, é preciso realizar! E, se há união de forças e um bom motivo para se dedicar ao próximo, nada será capaz de impedir o desenvolvimento.
	"Com a atuação da Funcraf, abraçamos a causa dos menos favorecidos. Dos meninos e meninas que, por razões diversas, nasceram com necessidades especiais... Alguns nasceram sem a visão, outros sem a audição e muitos vieram ao mundo com marcas profundas que os privaram da beleza do rosto que sorri, que acaricia e que tanto é valorizado pela sociedade que cultua e exige a beleza... Abraçamos a causa daqueles que muitos desejam excluídos, justamente os carentes e sem esperanças... E por ela lutamos todos estes anos. Por uma causa que muitas vezes parece estar perdida, mas que a cada novo sorriso, a cada esperança restabelecida, enche-me de forças para continuar lutando", relata José Alberto de Souza Freitas, fundador e diretor-presidente da Funcraf.


DÉCADA DE 80

	Os primeiros anos de atuação da Funcraf foram marcados pelo apoio aos serviços desenvolvidos pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/USP), também conhecido como "Centrinho/USP" e pela criação de programas de atenção aos deficientes auditivos. 
	O ponto de partida para se verificar a necessidade de programas específicos na área de deficiência auditiva em Bauru foi dado, em 1979, quando foi comemorado o Ano Internacional do Deficiente. Naquela época, inspirado pela data o então presidente da Sorri - Sociedade para a Reintegração e Reabilitação do Incapacitado resolveu, com a equipe da entidade, em parceria com o Projeto Rondon, fazer um censo da pessoa deficiente de Bauru. A pesquisa mostrou um alto índice de deficientes de sensibilidade, com destaque para os problemas auditivos.
Com 852 fichas de possíveis pacientes, foi iniciado um trabalho de atendimento tímido e voluntário que, aos poucos, recebeu a adesão de entidades bauruenses, inclusive da Universidade do Sagrado Coração - USC. 

1985: 
	Ano de fundação da Funcraf, também marcado pela parceria com o Centrinho/USP, firmada a partir do convênio de colaboração técnico-científica. Foi a partir daí que passaram a ser desenvolvidas ações efetivas de apoio ao estudo e tratamento das deformidades craniofaciais.
	A primeira sessão da Funcraf foi realizada em 18 de junho e sua inscrição deu-se em 22 de julho daquele ano. 
No mesmo ano, a partir da parceria Funcraf-Centrinho, o Banco de Aparelhos Auditivos foi criado. No ano seguinte, a Funcraf deu mais um passo efetivo rumo ao investimento na saúde pública do país: apoiou a criação da Associação dos Deficientes Auditivos - ADA, que passou a oferecer atendimento à comunidade todos os sábados, nas dependências do Centrinho/USP. O acordo foi firmado depois de algumas reuniões entre rotarianos e representantes de entidades bauruenses, que apoiaram o projeto por sua importância social, entre eles o Prof. Dr. José Alberto de Souza Freitas, superintendente do Centrinho/USP e diretor-presidente da Funcraf - também conhecido por "Tio Gastão" - ofereceu as dependências do Centrinho/USP para o atendimento dos deficientes auditivos, graças à infra-estrutura viabilizada pela Funcraf, em parceria com o Rotary Club de Bauru.

1987:
	Da parceria Funcraf-ADA nasceu o Laboratório de Estimulação da Audição e Linguagem - LEAL, especializado no tratamento das deficiências auditivas. Mais tarde, com a expansão natural da procura pelo atendimento, o LEAL passou a ser denominado Centro de Atendimento aos Distúrbios da Audição, Linguagem e Visão - Cedalvi. 
	Desta data em diante, a demanda de pacientes só cresceu. Com um Laboratório estruturado com equipamentos adequados e uma equipe especializada no atendimento aos distúrbios da audição, linguagem e visão, composta por fonoaudiólogas, psicólogas, otorrinolaringologistas e assistentes sociais, o centro foi, com o tempo, tomando uma dimensão inimaginável, na época. 
No início, o atendimento era oferecido a pessoas moradoras de Bauru e região. Depois, a notícia de atendimento público e especializado numa área tão específica - como é a de audição - foi se espalhando, de um paciente para outro, de modo que não restou saídas. O centro expandiu.

1989:
	O protocolo de atendimento do Cedalvi foi analisado e a equipe optou por um modelo clínico diferente do aplicado, na época, por outras instituições. A meta era aumentar o tempo de permanência da criança na instituição e, assim, priorizar atividades pedagógicas que pudessem viabilizar um maior aprendizado e estimular a audição do paciente. Com isso, a equipe de atendimento se dividiu e, em novembro de 89, foi estruturado o Centro Educacional do Deficiente Auditivo - Cedau. Naquela época, o Cedau passou a atender apenas crianças, de 0 a 5 anos de idade, de Bauru e região. 
	O Cedalvi manteve atendimento ambulatorial a pessoas de todas as regiões brasileiras, com prioridade na seleção, bateria de testes e adaptação de aparelhos auditivos. 


DÉCADA DE 90

	Os anos 90 foram determinantes para a firmação da Funcraf como instituição social, de caráter filantrópico. Reconhecida nos níveis municipal, estadual e federal com títulos de utilidade pública, a Fundação realizou nos anos 90 dezenas de ações na área da saúde, do ensino e da pesquisa, principalmente de apoio às atividades do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, o Centrinho/USP. Nos primeiros anos dessa década, a atuação da Funcraf se restringiu prioritariamente a ações que dinamizaram, viabilizaram e otimizaram programas do HRAC/USP administrativa e tecnicamente. Reformas e ampliações prediais foram o principal foco da Fundação, que participou de obras importantes, como as do Centro Odontológico do Centrinho/USP, do Berçário do Campus USP Leite & Amor, do Centro Cultural, da Central de Energias do Hospital, das salas de aula do Curso de Fonoaudiologia da FOB, entre outras. A seguir, listamos algumas das principais iniciativas da Fundação:   

1991:
	Criação do Núcleo Integrado de Reabilitação e Habilitação - NIRH, responsável pela inserção de pacientes com deficiência auditiva profunda no mercado de trabalho e pela capacitação desses pacientes no que se refere ao ensino da língua brasileira de sinais (libras) e a outras atividades pedagógicas que são de fundamental importância para a formação profissional dessas pessoas.

1998:
	O Programa Extramuros de odontologia social ganhou uma força adicional, graças à parceria firmada com a Funcraf, passando a atender efetivamente quatro entidades, localizadas na cidade de Bauru/SP: Sociedade de Proteção à Maternidade e à Criança ou Casa da Criança, com 180 pessoas atendidas; Vila Vicentina - Abrigo para Idosos, com 103 usuários ao todo, entre idosos e funcionários da casa; Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE (380 alunos), Creche Berçário Cruzada dos Pastores de Belém (50 crianças matriculadas) e o PAIVA - Sociedade Beneficente Cristã. Saiba mais. 
	Foi também em 1998 que a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais, ciente da realidade da deficiência auditiva no Brasil e da necessidade de cuidar, sobretudo, de crianças em idade escolar, desenvolveu o projeto "Saúde Auditiva" (fazer link), uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais e financiado pelo Banco Mundial. 
Projeto “Saúde Auditiva”
	Nesse projeto, profissionais treinados realizaram mais de sete mil atendimentos só na Região do Vale do Ribeira, fazendo triagens em crianças das zonas urbana e rural, da pré-escola à primeira série. Saiba mais. O passo à frente desse Projeto ficou por conta do acompanhamento realizado com as crianças triadas. As crianças que apresentaram algum tipo de deficiência auditiva, cerca de 20% do grupo avaliado, foram encaminhadas para tratamento na subsede Funcraf de Itararé.

1998/ 99:
	Criação de subsedes da Funcraf nas cidades de Santo André, Campo Grande/MS e Itararé/SP, respectivamente. Essas subsedes são unidades ambulatoriais de atendimento a portadores de fissura labiopalatal e deficiência auditiva que dinamizaram o atendimento - antes só oferecido no HRAC/USP, em Bauru - e facilitaram o acesso ao tratamento e sua continuidade.

FUNDAÇÃO PARA O ESTUDO E TRATAMENTO DAS DEFORMIDADES CRÂNIO - FACIAIS

Rua José Ferreira Marques, 10-54 – Vila Universitária - CEP 17012-200 - Bauru-SP

Fone (14) 2106-0900 / Fax 2106-0928     CNPJ: 50.844.794/0001-48